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Saída Sustentavel
Manejo consorciado de culturas é opção para pequenas propriedades. Garante renda e equilíbrio da natuzera.

O Engenheiro Agrônomo, extensionista e Professor, Décio Zampiér é uma prova de que nem sempre em casa de ferreiro o espeto é de pau. Contrariando o dito popular, o profissional associou o conhecimento à experiência adquirida ao longo dos anos na lida com as lavouras e adotou sua propriedade o manejo consorciado de culturas. A técnica, incentivada e transmitida por ele, permite maior agregação de valor aos produtos e torna a atividade auto-sustentável. Os bons resultados têm servido de estímulo para outros produtores que desejam diversificar seu cultivo.

"O melhor caminho para a pequena propriedade rural, característica do Estado do Rio, é a diversificação de culturas. a partir desta contatação adotei, há dez anos, esse manejo com objetivo de obter maior produtividade e renda, equilíbrio do meio ambiente e o controle de pragas e doenças", explicou.

Localizada em Retiro do Muriaé, em Itaperuna, Noroeste do estado, a propriedade de 40 hectares hoje é auto-sustentável e produz mandioca, palmito pupunha, eucalipto (responsável pela recuperação do solo degradado), banana, pecuária e café (tipo conilon clonal), cultura de maior agregado da propriedade.

Antes de escolher os produtos e atividades que integrariam o manejo consorciado, o engenheiro agrônomo fez um planejamento levando em conta localização, àrea disponível, produtividade e baixo custo de produção. A partir daí definiu o espaço ocupado por cada um deles. Quatro hectares foram plantados com café, sendo três em produção e um mais recente com cinco meses de idade. Um hectare foi ocupado pela lavoura de mandioca, um e meio com palmito pupunha, meio hectare com banana e dois com eucalipto para recuperar o solo em processo de erosão. Outros sete hectares plantados com eucalipto foram destinados ao sistema silvipastoril, que conjuga a pecuária ao eucalipto. Em reserva florestal nativa e mata ciliar foram deixados quatro hectares e os 20 restantes para pastagem.

" Nada foi por acaso. Optei por técnicas simples de manejo do solo, substituindo a capina com enxada por roçada com foice, deixando a matéria orgânica cobrindo o solo. Isso mantém a umidade da terra, evita erosão e o desenvolvimento de fungos e insetos. Mantive árvores nativas e plantei fruteiras no meio da lavoura. Essas árvores atraem os pássaros, que atuam como guardiões da cultura, controlando insetos indesejáveis e mantendo sua população fora do nível de dano para a lavoura do café", conta.

Fonte: Jornal Rio Rural